Lembro-me de quando ouvi falar
dele pela primeira vez, e do
que tinha feito com apenas 19 anos e de nesse momento me sentir pequenina-mais-pequenina-que-nunca. Porque tinha que ser fascinante viver assim, saber assim. Lembro-me da primeira correspondencia, das borboletas na barriga e de
não caber em mim. E claro que me lembro do
primeiro encontro e de estar ainda-mais-pequenina-que-da-vez-anterior, a tentar dizer alguma coisa que não soasse a completa idiotice e provavelmente com aquele olhar embasbacado e o brilhozinho no olho que só temos quando nos apaixonamos com 15 anos. É claro que quase nada disse e fugi o mais rápido que pude. Porque não se pode dizer a alguém que é tão-grande-que-nem existe sem soar (pelo menos um pouco) a palermice. E vem
outro desafio que aceito sem pensar (como podia?) . E vem o próximo encontro, breve como todos os que sabem bem, mas com o tempo justo para rir das coincidencias: do
primeiro (mesmo) bicho, da
segunda (mesma) paixão, da sua metade galega e da minha recente mudança, de
admirações comuns, do seu e do meu amigos juntos
do outro lado do mar e de como a vida tem mesmo um modo estranho de acontecer. Agora que está para breve o
terceiro encontro, e com tanta montanha para subir no entretanto, voltam como na história do
menino loiro, as borboletas na barriga e o medo de não estar à altura. Nunca se está!