2.6.07

O Desejo de ser Inútil (I)

Lembro-me de quando ouvi falar dele pela primeira vez, e do que tinha feito com apenas 19 anos e de nesse momento me sentir pequenina-mais-pequenina-que-nunca. Porque tinha que ser fascinante viver assim, saber assim. Lembro-me da primeira correspondencia, das borboletas na barriga e de não caber em mim. E claro que me lembro do primeiro encontro e de estar ainda-mais-pequenina-que-da-vez-anterior, a tentar dizer alguma coisa que não soasse a completa idiotice e provavelmente com aquele olhar embasbacado e o brilhozinho no olho que só temos quando nos apaixonamos com 15 anos. É claro que quase nada disse e fugi o mais rápido que pude. Porque não se pode dizer a alguém que é tão-grande-que-nem existe sem soar (pelo menos um pouco) a palermice. E vem outro desafio que aceito sem pensar (como podia?) . E vem o próximo encontro, breve como todos os que sabem bem, mas com o tempo justo para rir das coincidencias: do primeiro (mesmo) bicho, da segunda (mesma) paixão, da sua metade galega e da minha recente mudança, de admirações comuns, do seu e do meu amigos juntos do outro lado do mar e de como a vida tem mesmo um modo estranho de acontecer. Agora que está para breve o terceiro encontro, e com tanta montanha para subir no entretanto, voltam como na história do menino loiro, as borboletas na barriga e o medo de não estar à altura. Nunca se está!

5 comments:

curly said...

mas k raio andas te a fumar??loooll

xto ate ta bonito, mas ta mt codificado, parece linguagem de escritora.descodifica la isso

váparaforacádentro said...

só se prometeres que deixas de escrever com essas abreviaturas new-age neste blog! que me deixam um bocado nervosa...

váparaforacádentro said...

e sabes que a coisa tem links não? nunca escrevi nada tão transparente ;)

curly said...

ai que coisa tu e a linguagem!daaahhhhhh claro que sei das hiperligaçoes!mas nao tenho tempo pa tar a ver tudo ao pormenor

junqueirinha said...

isso das ligações faz-me lembrar a linguagem gongórica do sec XVIII, ou seja, o barroco (vulgo ro-co-co)na literatura. Não deixa de ser uma forma de novoriquismo mediático, de "erudição". Claro que um maçarico de medicina não tem tempo para descodificar tamanha floresta, nem para passar o tempo a fazer zaping por tantas hiperligações.